A
CONSOLIDAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Dom Pedro o defensor do Brasil
A situação do Brasil permaneceu indefinida durante
o ano de 1821. No final desse ano, um fato novo redefiniu a situação: chegaram
ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obediência do Brasil
às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo
brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para
voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros,
comerciantes e altos funcionários públicos, o convenceu a ficar. O regente
recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele
permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas províncias do Rio
de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à
sacada e disse: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação,
diga ao povo que fico!". Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico.
Portugal não aceitou pacificamente a decisão de Dom
Pedro. As tropas portuguesas sediadas no Rio de Janeiro tentaram força-lo a
embarcar, o povo reagiu em defesa de Dom Pedro. Pressionados essas tropas
voltaram para Portugal.
D. Pedro recusou-se a partir. Momentos decisivos
para a independência
Dom Pedro estimulado pelo entusiasmo popular tomou
novas decisões. Primeiramente reformou o ministério dando-lhe força e unidade.
Para isso nomeou a 16 de janeiro de 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva
Ministro dos Negócios do Interior, da Justiça e dos Estrangeiros. Em 04 de
abril aconselhado por José Bonifácio decretou que as ordens vindas de Portugal,
só teriam valor se aprovadas por ele, como isso, enfrentando as exigências das
cortes.
Em 03 de junho de 1822, convocou uma Assembleia
Nacional Constituinte para fazer as novas leis do Brasil. Isso significava que,
definitivamente, a independência do Brasil estava próxima e os brasileiros
fariam as próprias leis. Para o Parlamento português (denominado Cortes) não
poderia haver desobediência maior.
As agitações populares tomaram conta das ruas nas
principais cidades brasileiras. E em 1º de agosto Dom Pedro dirigiu um
manifesto aos brasileiros, convocando-os a se unirem. Em 06 de agosto, dirigiu
outro manifesto às nações exigindo o reconhecimento, pelos outros povos, dos
direitos do Brasil.
No dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a
província de São Paulo que se encontrava agitada por lutas internas. A regência
ficou entregue à sua esposa dona Leopoldina. Durante a sua ausência, chega ao
Rio de Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta
imediata de Dom Pedro à Portugal e a anulação da convocação da Assembleia
Nacional Constituinte.
Leopoldina e José Bonifácio enviaram um correio
para levar essa carta a Dom Pedro. José Bonifácio e Leopoldina enviam outra
carta, cada um reforçava a ideia de que havia chegado a hora de tomar uma
decisão. A proclamação da Independência é considerada necessária por D.
Leopoldina e o conselho do Estado.
A Proclamação da Independência do Brasil
Dom Pedro estava voltando à São Paulo, após uma
viagem a Santos. Era 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822,
quando o correio alcançou Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe
as cartas. Ele começou a lê-las.
Eram uma instrução das Cortes portuguesas, uma
carta de Dom João VI, outra da princesa e um ofício de José Bonifácio. Todos
diziam a mesma coisa: que Lisboa rebaixava o príncipe a mero delegado das
Cortes, limitando sua autoridade às províncias, onde ela ainda era reconhecida.
Além disso, exigiam seu imediato regresso a Portugal, bem como a prisão e
processo de José Bonifácio. A princesa recomendava prudência, mas José
Bonifácio era alarmante, comunicando-lhe que além de seiscentos soldados
lusitanos que já haviam desembarcado na Bahia, outros 7 mil estavam em
treinamento para serem colocados em todo o Norte do Brasil. Terminava
afirmando: "Só existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como
prisioneiro das cortes portuguesas ou proclamar a Independência, tornando-se
imperador do Brasil".
Dom Pedro sabia que o Brasil esperava dele uma
atitude. Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e
cavalgou até às margens do Ipiranga e gritou à guarda de honra: "Amigos, as
cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante,
nossas relações estão rompidas".
Após arrancar as insígnias de cores azuis e brancas
de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: “Por meu sangue, por minha
honra e por Deus, farei do Brasil um país livre", em seguida, erguendo a
espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência
ou Morte!". Momento em que D. Pedro proclama a Independência do Brasil
nas margens do Rio Ipiranga em São Paulo. A notícia se espalhou por todo o
Brasil. O povo cantou e dançou nas ruas. O Brasil não era mais uma nação
acorrentada. No dia seguinte, iniciou a viagem de retorno ao Rio de Janeiro. Na
capital foi saudado como herói. No dia 1º de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi
coroado imperador do Brasil e recebeu o título de Dom Pedro I.
As guerras pela Independência do Brasil
A Independência havia sido proclamada, mas nem
todas as províncias do Brasil puderam reconhecer o governo do Rio de Janeiro e
unir-se ao Império sem pegar em armas. As Províncias da Bahia, do Maranhão, do
Piauí, do Grão-Pará e, por último, Cisplatina, dominadas ainda por tropas de Portugal,
tiveram que lutar pela sua liberdade, até fins de 1823.
Na Bahia, a expulsão dos portugueses só foi
possível quando Dom Pedro I enviou para lá uma forte esquadra comandada pelo
almirante Cochrane, para bloquear Salvador. Sitiados por terra e por mar, as
tropas portuguesas tiveram finalmente que se render em 02 de julho de 1823.
Após a vitória na Bahia, a esquadra de Cochrane, seguindo para o norte,
bloqueou a cidade de São Luís. Esse bloqueio apressou a derrota dos portugueses
não só no Maranhão, mas também no Piauí.
Do Maranhão um dos navios de Cochrane continuou até
o extremo norte, e, ameaçando a cidade de Belém, facilitou a rendição dos
portugueses no Grão-Pará. No extremo Sul, a cidade de Montevidéu, sitiada por
terra e bloqueada por uma esquadra brasileira no rio da Prata teve de se
entregar. Com o reconhecimento da Independência pela Cisplatina completou-se a
união de todas as províncias, sob o governo de Dom Pedro I, firmando assim o
Império Brasileiro.
O reconhecimento da Independência do Brasil
Unidas todas as províncias e firmado dentro do
território brasileiro o Império, era necessário obter o reconhecimento da
Independência por parte das nações estrangeiras. A primeira nação estrangeira a
reconhecer a Independência do Brasil foram os Estados Unidos em maio de 1824.
Não houve dificuldades, pois os norte-americanos eram a favor da independência
de todas as colônias da América. (Independência dos EUA)
O reconhecimento por parte das nações europeia foi
mais difícil porque os principais países da Europa, entre eles Portugal, haviam-se
comprometido, no Congresso de Viena em 1815, a defender o absolutismo, o
colonialismo e a combater as ideias de liberdade.
Entre as primeiras nações europeias apenas uma foi
favorável ao reconhecimento do Brasil independente: a Inglaterra, que não
queria nem romper com seu antigo aliado, Portugal, nem prejudicar seu comércio
com o Brasil. Foi graças à sua intervenção e às demoradas conversações mantida
junto aos governos de Lisboa e do Rio de Janeiro que Dom João VI acabou
aceitando a Independência do Brasil, fixando-se as bases do reconhecimento. A
29 de agosto de 1825, Portugal, através do embaixador inglês que o
representava, assinou o Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. O Brasil,
entretanto, teve que pagar a Portugal uma indenização de dois milhões de libra
esterlinas, e Dom João VI obteve ainda o direito de usar o título de Imperador
do Brasil, que não lhe dava, porém qualquer direito sobre a antiga colônia.
A seguir as demais nações europeias, uma a uma,
reconheceram oficialmente a Independência e o Império do Brasil. Em 1826 estava
firmada a posição do Brasil no cenário internacional.
Enquanto o Brasil era colônia de Portugal,
o Brasil enfrentou com bravura e venceu os piratas, os franceses e os
holandeses. Ocorreram muitas lutas internas e muitos perderam a sua vida para
tentar tornar seu país livre e independente de Portugal. Essa luta durou mais
de trezentos anos. O processo da Independência foi muito longo e por ironia do
destino foi um português que a proclamou.
Em 07 de Setembro de 1822, Dom Pedro filho do rei
de Portugal Dom João VI, pressionado pelas Cortes de Lisboa para retornar a
imediatamente para Portugal, pois os interesses das Cortes eram a recolonização
do Brasil e também sofrendo pressões do povo brasileiro ele às margens do
Ipiranga proclama a independência do Brasil e definitivamente separando-se de
Portugal.
Porém a independência do Brasil não ocorreu em
todas as províncias do Brasil, as províncias da Bahia, do Maranhão, do Piauí,
do Grão-Pará e da Cisplatina, ainda estavam dominadas pelos portugueses e
precisaram de muitas lutas para que elas tornassem também independentes. Essas
lutas se estenderam até 1823.
Depois de todas as províncias estarem
independentes, houve a necessidade do reconhecimento da Independência por parte
das outras nações. O primeiro país da América a reconhecer a nossa
independência foi os Estados Unidos. Os países europeus o reconhecimento foi
mais difícil, e o Brasil teve até que pagar uma indenização à Portugal, depois
de demoradas conversações a Independência do Brasil foi reconhecida por todas
as nações europeia e em 1826 o Brasil firmou sua posição de país independente
no cenário internacional.
Mais será que o Brasil conseguiu realmente a sua
independência? Acho que a resposta é sim e não ao mesmo tempo. Porque o Brasil
atualmente tem seu governo, formado por brasileiros, e não é mais uma colônia
de outro país. Mas por outro lado ele ainda continua dependendo dos outros
países, possuindo uma dívida externa muito alta. Os estrangeiros continuam invadindo
o nosso país montando empresas estrangeiras em nosso país, e com isso as nossas
riquezas acabam indo para fora enquanto isso nosso país continua tento
desemprego, pessoas miseráveis, baixo salários, etc., e os países que aqui se
estalam quase não pagam impostos e enviam grandes remessas de dinheiro para seu
país de origem deixando ele cada vez mais rico à custa de nosso país.
Por tudo isso, ainda falta muita coisa para a total
independência do Brasil, e para isso acontecer muita coisa precisa ser mudada
em nosso país. As riquezas produzidas com o trabalho do brasileiro devem
contribuir para elevar o nível de vida da nossa população, a vida dos
brasileiros deve ser mais respeitada e protegida e para isso ainda temos que
lutar muito ainda para que possamos conseguir realmente a nossa total
independência.
Por: Andrea Karina Casaretto
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